Lembra daquele antigo brinquedo de madeira que você ganhou quando era criança? Pois bem, existem hoje, verdedeiras obras de arte feitas em madeira, mas com um design simplesmente incrível.
O anúncio abaixo foi desenvolvido para alavancar as vendas de chapéus da loja alemã Hut-Weber. A idéia era mostrar o quanto um chapéu faz a diferença. O inusitado claro, é o uso da imagem de Hitler, ainda na própria Alemanha.
Sabe o que eu fico imaginando? Como um anúncio desse é aprovado? Sim, o atendimento dessa agência deve ser muito bom. Fico imaginando os argumentos dele, porque eu sei o quanto é difícil para os clientes aprovarem algumas campanhas, aquelas em que você vira a madrugada pensando e se matando. Um loja de chapéus deve atingir um público mais velho, como não ofender essas pessoas mais conservadoras usando Hitler? Eles iriam se sentir atingidos? Pensariam "Oh, esses caras pensam que eu sou algum genocida?"...difícil tarefa. É acho que pra nós que trabalhamos em agência, uma peça desse ganha mérito não só pela idéia mas também, por como ela foi defendida e aprovada!
Eu sei, andei muito ausente desta casa, foram umas semanas meio conturbadas que me desviaram BEM a atenção, agora aos poucos estou voltando e publicando algumas coisas que eu vinha guardando.
Após 5 anos de guerra no Iraque, notícias circularam sobre a invasão americana levando a tal "liberdade" a um país que não a pediu, apesar de todos problemas internos que estava vivendo. Notícias como a de cima, me lembraram uma música da banda alemã Rammstein, que se chama "Amerika". Melhor do que explicar a música, é vê-la e ouvi-la. Mesmo cantada em alemão, é possível entender perfeitamente o que os caras dizem.
Depois de assistir a este filme, fiquei dividido em duas opiniões. Uma, negativa, pois o filme não me prendeu na cadeira, sem nenhuma mensagem significativa, com atuações de atores mirins um tanto artificiais e uma história que permite uma prévia do final, onde eu acabei acertando em 90%.
Agora, o lado positivo. O filme se passa no ano de 1970. Tudo bem, nasci 8 anos depois, mas aquela atmosfera pôde ser sentida numa espécie de volta ao tempo, direto pra casa da vovó. Sim, a mobília, os carrões, as pedrinhas na rua, as roupas, tudo muito bem ambientado, até detalhes como trancas, fechaduras, azulejos, pires, xícaras, enfim, coisas que só podem ser vistas na casa da vovó. Até mesmo uma camisa da seleção de 70, do tri, usada pelo principal personagem, o menino Mauro, me fez lembrar minhas fotos de infância posando com uma bola de capotão, toda velha e suja.
Enfim, entre estes dois extremos diria que vale a pena assistir, nem que seja pra sentir o cheirinho do café e do bolo de fubá que a vó fazia, enquanto você jogava botão com goleiros de caixinha de fósforo.